terça-feira, 19 de junho de 2012

Regra de etiqueta: higiene e limpeza

Essa semana vi uma uma cena que não é muito incomum, aliás está sempre nos acompanhando em nossos ocupados destinos. Meus amigos e eu estávamos apreciando bons momentos de lazer em uma lanchonete quando mais que satisfeita, olhei para trás e vi duas crianças sentadas na calçada...pequenas vítimas do mau olhado social, dividindo meio cachorro quente encontrado por aí. Essas crianças comendo no meio do lixo, carregando um saco provavelmente cheio de sucatas, sujas, desprovidas de qualquer asseio ou higiene, me chamaram a atenção pela atitude mais pura, limpa e digna que o ser humano pode ter: o amor ao próximo. Mesmo sem saber se aquela pequena refeição seria a única do dia, o garoto que encontrou o pedaço de pão, não o colocou todo na boca como sua fome implorava... ele dividiu com o outro garoto.
Antes de esboçar minha primeira vontade que foi a de chorar, não poderia ficar inerte àquela situação e, juntamente com meus amigos, peguei uma marmita e coloquei o que pude de comida para aquelas pessoinhas pelo menos naquele dia não dormirem com fome. E não me decepcionaram: mais uma vez, os garotos dividiram a comida.                                                                                                                          
Não tenho muito a dizer com isso, apenas uma conselho: antes de ver crianças pobres, sujas, fedorentas, nojentas ou  criminosos mirins, tente enxergar a pureza da alma desses pequeninos que no meio do lixo, podem nos dar uma lição de amor, do repartir...tente fazer algo por eles, lave sua alma do egoísmo, escove o orgulho do seu ego, desinfete a bactéria da indiferença dos seus olhos e demonstre que sua higiene não está nas suas mãos limpas e sim no seu coração que ama.


" Alguns traziam crianças a Jesus para que ele tocasse nelas, mas os discípulos os repreendiam. Quando Jesus viu isso, ficou indignado e lhes disse: 'Deixem vir a mim as crianças, não as impeçam, pois o Reino de Deus pertence aos que são semelhantes a elas' ". Marcos 10:13,14

terça-feira, 12 de junho de 2012

Depois do dia dos namorados



Dia 13 de junho às 05:59 am
A vida é um verdadeiro mar de rosas, feita do mais puro e verdadeiro amor e sempre quando estamos com quem amamos, nunca há um resquício sequer de desavença!
Priiiiiiiiiii! [Acorda preguiçoso!!!]
Ah é o despertador...estava tão bom o son.. sonho? Raiva, pensei que fosse verdade! Na verdade nós brigamos feio ontem...


Isso soa familiar? Pois é, mesmo depois do dia dos namorados, a vida não é mar de rosas coisa nenhuma e na verdade é cheia de chatices, obrigações e...brigas. Mas sabe de uma coisa? Prefiro uma briga sincera do que uma paz que é falsa.
Não estou dizendo que gosto do clima tenso de uma briga e das gritarias que podem ocorrer e tal, mas sim que acho melhor quando numa briga, surge a sinceridade do que aquele medo de perder a pessoa e, para isso, ter de assumir uma postura de "boa pessoa" e nunca ter motivos de discussões e viver numa "paz" que nada mais é que falsidade e omissão. Também não estou dizendo que quem vive brigando é sempre certo e sincero e quem é pacificador é mentiroso, mas sempre que vemos algo totalmente perfeito é porque esse algo não existe! Ou estou errada?
Quando não assumimos problemas, também não queremos soluções. De uma forma inteligente, podemos aproveitar a discussão de uma briga para tocar em pontos que há muito não se falava e tentar não repeti-los para não serem mais motivo de outras brigas.
Claro, estou falando quando a pessoa ainda está em sã consciência e não num poço de negativismo e solta palavras que mais parecem facões só para ver a outra pessoa arrasada. Não. Estou me referindo à "boa briga", aquela que surge entre pessoas que se amam, mas que se desentendem pelo simples fato de não serem iguais (aliás,graças à Deus por isso!). E já parou para perceber que é com quem mais amamos que acabamos brigando? Mas acredito que o real motivo da briga é no intuito de expulsar o incômodo que separa os mundinhos (ou mentes, como preferir).
Acho que aqui é onde acontece a verdadeira paz, quando há sinceridade e acima de tudo humildade para expor e assumir nossos erros.
Não, a briga não é o melhor método de se resolver problemas, mas sabendo SAIR DELA (que é o mais importante), podemos enxergar quem realmente somos, pois no calor da discussão não poupamos nossa língua e como diz no livro de Lucas 6:45b," a sua boca fala do que está cheio o coraçãoe então perceber que não somos tão bonzinhos como pensávamos ser. Partindo dessa ideia, é bem provável que essas brigas diminuam e deem lugar para a verdadeira paz que é a reconciliação do que antes estava em guerra ainda que essa guerra esteja velada.
E quanto àquele clima chato que fica depois de uma briga, só tem uma solução: o perdão e muito amor!